Quando as vezes forçado a refletir, sobre mim mesmo
paro e me perco em meio a palcos, palácios e palafitas
em meio a tanta vida que jorra assim jogada ao esmo
erros, ensaios, acertos, meros ensejos para que se reflitas
Sobre o choque entre as diversas opiniões, oposições
das ideias mais distintas, que por mais distantes talvez se aproximam
talvez algo que verse sobre uma certa crítica da crítica crítica, criticam
todos os escribas, letrados, filósofos, doutores e suas soluções
Contemplando as mais diversas situações, problemas criados fora
para que de fora dependas toda a busca o entendimento de si
quando tudo que te bastas nada nessa densa alma, de onde aflora
Todo o sonho que move a imensidão e compõe a vida e nasce
dele todo impulso que mais no susto nos faz levantar ir lá para fora
viver, sobreviver, reviver, subverter, inverter e desdizer tudo o que eu disse.
Espaço pra quem quer postar textos que ampliem e libertem de dentro pra fora os seres
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Sonhei
Sonhando tranquilo, infelizmente acordei
tropecei, cai de canto, mal andando
mal cantando, como que de olhos fechados levantei
meio caindo, seguindo torto meio bobo caminhando
Com passos de criança que desajeitada dança
que tem o vento, lento, reto que traça
passa, leva e lava a alma de lágrima
que cava e encrava, um leito de sofrimento e magma
Que marca na alma depois que a chama se apaga
numa dor doída como ela só,
nó na garganta, peito apertado, saudade amarga
Distância larga, cabeça longe o amor me foge
como o coelho correndo, ou Alice caindo no espelho
nos meus olhos vermelhos, de ontem que doí hoje
tropecei, cai de canto, mal andando
mal cantando, como que de olhos fechados levantei
meio caindo, seguindo torto meio bobo caminhando
Com passos de criança que desajeitada dança
que tem o vento, lento, reto que traça
passa, leva e lava a alma de lágrima
que cava e encrava, um leito de sofrimento e magma
Que marca na alma depois que a chama se apaga
numa dor doída como ela só,
nó na garganta, peito apertado, saudade amarga
Distância larga, cabeça longe o amor me foge
como o coelho correndo, ou Alice caindo no espelho
nos meus olhos vermelhos, de ontem que doí hoje
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Soneto ao Samba
É num samba rasgado, florido do sábado
bem simples cantado, de pandeiro e violão
lembram dos que já passaram saúda os que virão
chora triste, lamentação de um peito tão chorado
samba quebrado, que segue pesado, poeira levanta
e todo mundo se assanha, sandália sozinha começa sambar
morena quebrando, seus cachos saltando, vestido a rodar
olhos brilhando, sorrindo, tentando a tristeza espanta
de um peito doído, rasgado e aflito de tanto se agoniar
mas se é disso que é feito a vida, o amargo e a delícia
vivamos intensamente cada sol e cada lua a se colocar
a boêmia, a poesia que é só sua, vem me iluminar
pelo ar compõe a minha alma me faz continuar
continuar nesse caminho sem eira nem sentido, caminhar.
bem simples cantado, de pandeiro e violão
lembram dos que já passaram saúda os que virão
chora triste, lamentação de um peito tão chorado
samba quebrado, que segue pesado, poeira levanta
e todo mundo se assanha, sandália sozinha começa sambar
morena quebrando, seus cachos saltando, vestido a rodar
olhos brilhando, sorrindo, tentando a tristeza espanta
de um peito doído, rasgado e aflito de tanto se agoniar
mas se é disso que é feito a vida, o amargo e a delícia
vivamos intensamente cada sol e cada lua a se colocar
a boêmia, a poesia que é só sua, vem me iluminar
pelo ar compõe a minha alma me faz continuar
continuar nesse caminho sem eira nem sentido, caminhar.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Hoje
Eu não vivo ontem pois não existe
nem o amanhã que se quer existiu
bebo do hoje, e é nele que persiste
toda minha gana que nunca desistiu
e nem desistirá de viver e de amar
de sofrer e de pensar, ou de rimar
sobre a vida, a beleza da mulher
os mistérios que se quer acolher
que trazem a vida a graça do entender
os diversos nuances peculiar a cada ser
movendo o desejo, mais e mais conhecer
é isso que move a vida, é apreender
daquele instante, de cada instante
aquilo que está próximo pronto para ceder
palavras, caricias, líricas a se ouvir
amores sem limites, apenas pode se sentir
nem o amanhã que se quer existiu
bebo do hoje, e é nele que persiste
toda minha gana que nunca desistiu
e nem desistirá de viver e de amar
de sofrer e de pensar, ou de rimar
sobre a vida, a beleza da mulher
os mistérios que se quer acolher
que trazem a vida a graça do entender
os diversos nuances peculiar a cada ser
movendo o desejo, mais e mais conhecer
é isso que move a vida, é apreender
daquele instante, de cada instante
aquilo que está próximo pronto para ceder
palavras, caricias, líricas a se ouvir
amores sem limites, apenas pode se sentir
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Sua Voz
Em minha mente fulgura você sorridente,
fico então paralisado, pasmo, apaixonado
com todo o seu charme, que conquista discretamente
totalmente, alma e coração pouco a pouco tomado
Por essa voz, que trás tantos acalantos,
acalmando meu coração, assim como a fera é amansada pela canção
soa para mim, como para Odisseu a sereias e seus cantos
porém tens mais encantos do que qualquer lenda ou mitificação,
Quando em seus braços, tempo e espaço são pura fruição
que bate fora compasso e não tem preocupações
tristezas, ou, intranquilidades o que sinto é o pulsar do seu coração
Então estar contigo, não tem para mim uma expressão bem definida
é uma sensação de felicidade quase incontida, as palavras secam
minha mão formiga, é uma imensidão de ideias pra dizer a ti minha querida.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Desatinos
Olha só até parece coisa do destino
o caderno aberto, perto, pronto pros meus desatinos
desconexos, procurando se encaixar, dar algum sentido
tentando serem vistos ao tempo que são dissolvidos
Por serem desatinos, complexos paradoxos
irônicos mas ao mesmo tempo sinceros
como a criança que em sua ânsia a todos deixa perplexos
complexo como todos os seres desde o tempo de Homero
Ao passo que simples frases desatinadas
jogadas em meio a linhas longas e espaçadas
constroem algo que versa a moda ritmada
E toma corpo e alma tornando-os inflamados
pela aura da qual se lê ou se está escrevendo
ao ritmo que se versa vai ou não se compreendendo.
o caderno aberto, perto, pronto pros meus desatinos
desconexos, procurando se encaixar, dar algum sentido
tentando serem vistos ao tempo que são dissolvidos
Por serem desatinos, complexos paradoxos
irônicos mas ao mesmo tempo sinceros
como a criança que em sua ânsia a todos deixa perplexos
complexo como todos os seres desde o tempo de Homero
Ao passo que simples frases desatinadas
jogadas em meio a linhas longas e espaçadas
constroem algo que versa a moda ritmada
E toma corpo e alma tornando-os inflamados
pela aura da qual se lê ou se está escrevendo
ao ritmo que se versa vai ou não se compreendendo.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Criação
A caneta que acaricia o papel
é a mesma caneta que aperta a cabeça
em busca, de uma sílaba, de uma palavra ou verso ao léu
buscando eterniza-los, antes que deles se esqueça
Cabeça que reflete várias dimensões
que busca se libertar de verdades sem contestações
da concretude, mas que age com pensamento e pensa com ação
por entre lendas e a própria mitificação,
Das dimensões se levam as partes de uma composição
totalmente múltipla com várias faces e interpretações
limiares que beiram o racional e a emoção
Composição esta que é embalada pela caneta
num apoteótico ritmado verso melódico
no final não se distingue o sangue do poeta e a tinta da escrita.
é a mesma caneta que aperta a cabeça
em busca, de uma sílaba, de uma palavra ou verso ao léu
buscando eterniza-los, antes que deles se esqueça
Cabeça que reflete várias dimensões
que busca se libertar de verdades sem contestações
da concretude, mas que age com pensamento e pensa com ação
por entre lendas e a própria mitificação,
Das dimensões se levam as partes de uma composição
totalmente múltipla com várias faces e interpretações
limiares que beiram o racional e a emoção
Composição esta que é embalada pela caneta
num apoteótico ritmado verso melódico
no final não se distingue o sangue do poeta e a tinta da escrita.
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