O choro é a expressão de quem não tem palavras
quando não há agua, nem vinho a lágrima lava
banhando de tristeza meu peito e minha cabeça
pra tirar a dor pra que dela eu me esqueça
No entanto quanto egoísmo e querer manter cá comigo
alguém que os passos já não mais carregava consigo
e que a vida toda, a todos sua vida se propunha dar
e que nas mais acidentadas condições tentava andar
Há sim eu lamento, no entanto me nego a me desesperar
Pois a vó Doraci jamais gostaria de ver meu pranto rolar
Com as boas energias nesse fatídico dia, me ponho a emanar
Para que assim como o dia, a luz possa ela encontrar.
Vai em paz, dona Doraci.
Espaço pra quem quer postar textos que ampliem e libertem de dentro pra fora os seres
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Saturno
Ontem ao brilho do luar noturno,
descrendo do que via, mas estava ali, era Saturno
taciturno, o vi pairar no céu, ele e seu anel
em perpendicular, pomposa inspiração do menestrel
Proporcionado pelo telescópio que aponta o cosmos
posicionado por físicos e por astrônomos
para que com a beleza do infinitos possamos nos deleitar
pedimos, em silencio calado para la nos transportar
Como a esquerda se posiciona sua lua
a sua direito quero eu me colocar, em órbita outra lua
para a imaginação e os pensamentos despertar
no coração sonhadores poéticos a saltar
Sendo mais poesia para vida contemplar
Seria a vã alegria de que há alguém a se inspirar
com a distante imagem fria,
de uma rocha talvez vazia, fazendo a alma pulsar.
descrendo do que via, mas estava ali, era Saturno
taciturno, o vi pairar no céu, ele e seu anel
em perpendicular, pomposa inspiração do menestrel
Proporcionado pelo telescópio que aponta o cosmos
posicionado por físicos e por astrônomos
para que com a beleza do infinitos possamos nos deleitar
pedimos, em silencio calado para la nos transportar
Como a esquerda se posiciona sua lua
a sua direito quero eu me colocar, em órbita outra lua
para a imaginação e os pensamentos despertar
no coração sonhadores poéticos a saltar
Sendo mais poesia para vida contemplar
Seria a vã alegria de que há alguém a se inspirar
com a distante imagem fria,
de uma rocha talvez vazia, fazendo a alma pulsar.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Perguntas
Peguei minhas perguntas fui ao neurologista,
sem resposta sentei no divã do psicanalista
desenganado fui indagar o altruísta
lamentando cheguei ao pai de santo
chorando chamei o bispo de canto,
penso, e como me confundo tanto?
E buscando o estético fui ao protético
conversei até com o cético,
versando com mendigo, me senti patético
profético, foi o dialogo com a criança
o eremita versou-me sobre distancia
disse o estudante o quão a leitura cansa
resolvi pensar livre do livro a minha vida
juntei as partes das idas e vindas
subi no disco voador, e fui buscar outra saída.
sem resposta sentei no divã do psicanalista
desenganado fui indagar o altruísta
lamentando cheguei ao pai de santo
chorando chamei o bispo de canto,
penso, e como me confundo tanto?
E buscando o estético fui ao protético
conversei até com o cético,
versando com mendigo, me senti patético
profético, foi o dialogo com a criança
o eremita versou-me sobre distancia
disse o estudante o quão a leitura cansa
resolvi pensar livre do livro a minha vida
juntei as partes das idas e vindas
subi no disco voador, e fui buscar outra saída.
Seres
Acordei pra ver a vida que brota
de cada pedaço, de cada pensamento
de cada simples alma exposta
a este sol amarelo, disposto
Para os que querem e os que não podem
sua luz aprisionar, em seu pequeno piquete
apartando-o de tudo e todos que sofrem
supondo que a melancolia não existe
E nunca existiu se quer o medo, tanto seu
como que se toda maravilha fosse no eu
meu caro, deixe emanar de ti esse d'eus
de imperfeições e sonhos que sois
Deixe de ser maquina, você é.
Não queira ser Pedro, Paulo ou mesmo José
você já é, o que ninguém mais é, larga essa cruz
viva essa vida se embebedando em trevas e luz.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Camarada
Ei você meu irmão, com ideias e um giz na mão
Coração cravado de infinita intenção,
Que segue o seu curso, na água do rio
Parece que se assusta com este mundo vil
Covil, mas que é aconchego também
Aflige-te os frios corações de pedra
Que roubam de muitas almas ilusões, que vão além
Dessa torpe prisão interna que nos concreta
Caro camarada o bem e o mal inexiste
Então porque insiste na busca da mais justa das posições
Se das entranhas mais internas emanam as humanas ações
Se num ponto alegre sorristes, em outro chorastes triste
A vida assim há de continuar flutuando, pairando
Pelas diversas formas de pensar, ou amar, compreendendo
Que estar vivo e ao mesmo tempo gozar da plenitude
E no nosso para-inferno padecer na infinitude
Que assim como um mar que se aparenta perdidamente calmo
Pode de repente em meio à tormenta se encontrar.
domingo, 24 de julho de 2011
As vezes somos forçados a juntar os cacos
a pensar nos tornando menos opacos
não que sejamos assim tão brilhantes
talves sejamos como estrelas distantes
que acumulam livros intactos nas estantes
que se apegam a mínimos pequenos instantes
como o verme que se prende ao corpo cadavérico
pobres escravos do estético
limitados seres de visão curta, seres crentes
dependentes, pedintes de uma força transcendente
detentores do sistema que se diz lógico
passional, racional ate mesmo trágico
a pensar nos tornando menos opacos
não que sejamos assim tão brilhantes
talves sejamos como estrelas distantes
que acumulam livros intactos nas estantes
que se apegam a mínimos pequenos instantes
como o verme que se prende ao corpo cadavérico
pobres escravos do estético
limitados seres de visão curta, seres crentes
dependentes, pedintes de uma força transcendente
detentores do sistema que se diz lógico
passional, racional ate mesmo trágico
domingo, 10 de julho de 2011
Encontro
Se me dado fosse a condição de DEUS,
Conhecer, puxaria uma cadeira, papel e isqueiro
Talvez lhe recitaria poemas tão meus
Talvez devesse deixá-lo falar primeiro
Em meio a neblina, pranto, riso e rima
Um cheio copo, de algo forte com ele me ponho a comungar,
E do riso ébrio de Deus, trovões vem de cima
E os ventos dão a impressão de que tudo vão tragar
E a passos tortuosos com ele caminharia
Contemplando com ele cada mínima euforia
Deste nosso embriagar, intempestivo
Que tem contido nele, o positivo e o negativo,
Depois de alguns tombos, e mais copos,
Voltamos, pra beira da guia cheirando alegria do amanhecer
Desiludidos natos, tristes como farrapos
Seria me dito, por D´ EUS jamais esquecer.
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