Há os anos, já vejo seu leito
esculpido, a lágrima, riso do mais variado jeito
é sim, foi a duras penas, nem simples, nem perfeito
defeito, é o que mais se vê, mas isso é em qualquer sujeito
Não é? Ora veja se me deixo levar.
se cai é para justamente poder arribar,
quando mais é que se perde mais está a se encontrar
no próprio labirinto que o homem se vê menino a se espelhar
No passado, que se faz vivo e da lembrança se alimenta
então passado e presente se batem reverberam pra ver se aguenta
o peso da memória, que pode ser sombria que assola e arrebenta
Com qualquer idealismo, penso mesmo em estar vivo
e perdido em tudo isso nas aulas e nos livros sou meu próprio cativo
estou sempre a pensar, comer e sonhar é assim que eu sobrevivo!
Espaço pra quem quer postar textos que ampliem e libertem de dentro pra fora os seres
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
domingo, 9 de setembro de 2012
Dizeres
Não mais me perco nos teus beijos, teus desejos
tão confusos, tão incertos, tão discretos, vejo os
seus cachos tão lindos tão dispersos, como versos
livres, com rimas brancas, gracejos, inversos
São os meus sorrisos, vertendo lágrimas, lavando
como tão pura água as tristezas e os pesares
como o coração acabrunhado, partido, sofrendo
calado como quem não tem fala nem pares
No momento em meu caminho, papel, caneta e espírito
cada qual com seu sentido vem pra me acalantar
essa é a fé, na qual eu mesmo sigo, caso contrário desacredito
Boto tudo abaixo, fico doido, doído, contrariado
sem ter como lhe falar tudo aquilo que eu preciso expressar
nesse momento que há tanto a ser dito tanto a ser mostrado.
tão confusos, tão incertos, tão discretos, vejo os
seus cachos tão lindos tão dispersos, como versos
livres, com rimas brancas, gracejos, inversos
São os meus sorrisos, vertendo lágrimas, lavando
como tão pura água as tristezas e os pesares
como o coração acabrunhado, partido, sofrendo
calado como quem não tem fala nem pares
No momento em meu caminho, papel, caneta e espírito
cada qual com seu sentido vem pra me acalantar
essa é a fé, na qual eu mesmo sigo, caso contrário desacredito
Boto tudo abaixo, fico doido, doído, contrariado
sem ter como lhe falar tudo aquilo que eu preciso expressar
nesse momento que há tanto a ser dito tanto a ser mostrado.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Procurando
E seguindo a estrada de tijolos amarelos
passos curtos, olhares belos e singelos
como se no tabuleiro estivesse jogando
xadrez com a vida e a cada casa pulando
Passando, procurando a uma certa saída
e vendo a cada vez mais invertida, digerida
toda peça toda oposição, situação ou invenção
construção de vida, de ideia, pensamento e ação
Que reverbera pelas vias mais sombrias
em cada canto em cada sentido atribuído
a cada palavra, gesto, intenções talvez frias
Talvez com as mais belas colocações,
mas ela pode ser amarga esguia, cheia de não conclusões
ou talvez até precipitada, que te eleva a infâmia cheio de afirmações.
passos curtos, olhares belos e singelos
como se no tabuleiro estivesse jogando
xadrez com a vida e a cada casa pulando
Passando, procurando a uma certa saída
e vendo a cada vez mais invertida, digerida
toda peça toda oposição, situação ou invenção
construção de vida, de ideia, pensamento e ação
Que reverbera pelas vias mais sombrias
em cada canto em cada sentido atribuído
a cada palavra, gesto, intenções talvez frias
Talvez com as mais belas colocações,
mas ela pode ser amarga esguia, cheia de não conclusões
ou talvez até precipitada, que te eleva a infâmia cheio de afirmações.
domingo, 2 de setembro de 2012
Não me cabe
Não me cabe mais saber sobre seu caminho
não me cabe mais, eu já aprendi a andar sonzinho
não me cabe mais sofrer ou calar feito iludido
não me cabe mais, se fostes sincera ou tudo fingido
Não me cabe mais, há estou livre trilho meu caminho
não me cabe mais, aflito sentindo perdido sentido
não me cabe mais, nada disso, estou fora desse circo construído
Não me cabe mais, estar fugindo, fingindo não ver
não me cabe mais, deixar-me levar por falsos brilhos opacados
não me cabe mais, se quer pensar, só esquecer quando rever
Não me cabe mais, calar, resignar, ficar introspectivo
não me cabe mais, reclamar ou chorar pelo passado, passivo
não me cabe mais, estou calejado, cada vez mais, com cada luta que travo.
não me cabe mais, eu já aprendi a andar sonzinho
não me cabe mais sofrer ou calar feito iludido
não me cabe mais, se fostes sincera ou tudo fingido
Não me cabe mais, há estou livre trilho meu caminho
não me cabe mais, aflito sentindo perdido sentido
não me cabe mais, nada disso, estou fora desse circo construído
Não me cabe mais, estar fugindo, fingindo não ver
não me cabe mais, deixar-me levar por falsos brilhos opacados
não me cabe mais, se quer pensar, só esquecer quando rever
Não me cabe mais, calar, resignar, ficar introspectivo
não me cabe mais, reclamar ou chorar pelo passado, passivo
não me cabe mais, estou calejado, cada vez mais, com cada luta que travo.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Mudança
Quando as vezes forçado a refletir, sobre mim mesmo
paro e me perco em meio a palcos, palácios e palafitas
em meio a tanta vida que jorra assim jogada ao esmo
erros, ensaios, acertos, meros ensejos para que se reflitas
Sobre o choque entre as diversas opiniões, oposições
das ideias mais distintas, que por mais distantes talvez se aproximam
talvez algo que verse sobre uma certa crítica da crítica crítica, criticam
todos os escribas, letrados, filósofos, doutores e suas soluções
Contemplando as mais diversas situações, problemas criados fora
para que de fora dependas toda a busca o entendimento de si
quando tudo que te bastas nada nessa densa alma, de onde aflora
Todo o sonho que move a imensidão e compõe a vida e nasce
dele todo impulso que mais no susto nos faz levantar ir lá para fora
viver, sobreviver, reviver, subverter, inverter e desdizer tudo o que eu disse.
paro e me perco em meio a palcos, palácios e palafitas
em meio a tanta vida que jorra assim jogada ao esmo
erros, ensaios, acertos, meros ensejos para que se reflitas
Sobre o choque entre as diversas opiniões, oposições
das ideias mais distintas, que por mais distantes talvez se aproximam
talvez algo que verse sobre uma certa crítica da crítica crítica, criticam
todos os escribas, letrados, filósofos, doutores e suas soluções
Contemplando as mais diversas situações, problemas criados fora
para que de fora dependas toda a busca o entendimento de si
quando tudo que te bastas nada nessa densa alma, de onde aflora
Todo o sonho que move a imensidão e compõe a vida e nasce
dele todo impulso que mais no susto nos faz levantar ir lá para fora
viver, sobreviver, reviver, subverter, inverter e desdizer tudo o que eu disse.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Sonhei
Sonhando tranquilo, infelizmente acordei
tropecei, cai de canto, mal andando
mal cantando, como que de olhos fechados levantei
meio caindo, seguindo torto meio bobo caminhando
Com passos de criança que desajeitada dança
que tem o vento, lento, reto que traça
passa, leva e lava a alma de lágrima
que cava e encrava, um leito de sofrimento e magma
Que marca na alma depois que a chama se apaga
numa dor doída como ela só,
nó na garganta, peito apertado, saudade amarga
Distância larga, cabeça longe o amor me foge
como o coelho correndo, ou Alice caindo no espelho
nos meus olhos vermelhos, de ontem que doí hoje
tropecei, cai de canto, mal andando
mal cantando, como que de olhos fechados levantei
meio caindo, seguindo torto meio bobo caminhando
Com passos de criança que desajeitada dança
que tem o vento, lento, reto que traça
passa, leva e lava a alma de lágrima
que cava e encrava, um leito de sofrimento e magma
Que marca na alma depois que a chama se apaga
numa dor doída como ela só,
nó na garganta, peito apertado, saudade amarga
Distância larga, cabeça longe o amor me foge
como o coelho correndo, ou Alice caindo no espelho
nos meus olhos vermelhos, de ontem que doí hoje
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Soneto ao Samba
É num samba rasgado, florido do sábado
bem simples cantado, de pandeiro e violão
lembram dos que já passaram saúda os que virão
chora triste, lamentação de um peito tão chorado
samba quebrado, que segue pesado, poeira levanta
e todo mundo se assanha, sandália sozinha começa sambar
morena quebrando, seus cachos saltando, vestido a rodar
olhos brilhando, sorrindo, tentando a tristeza espanta
de um peito doído, rasgado e aflito de tanto se agoniar
mas se é disso que é feito a vida, o amargo e a delícia
vivamos intensamente cada sol e cada lua a se colocar
a boêmia, a poesia que é só sua, vem me iluminar
pelo ar compõe a minha alma me faz continuar
continuar nesse caminho sem eira nem sentido, caminhar.
bem simples cantado, de pandeiro e violão
lembram dos que já passaram saúda os que virão
chora triste, lamentação de um peito tão chorado
samba quebrado, que segue pesado, poeira levanta
e todo mundo se assanha, sandália sozinha começa sambar
morena quebrando, seus cachos saltando, vestido a rodar
olhos brilhando, sorrindo, tentando a tristeza espanta
de um peito doído, rasgado e aflito de tanto se agoniar
mas se é disso que é feito a vida, o amargo e a delícia
vivamos intensamente cada sol e cada lua a se colocar
a boêmia, a poesia que é só sua, vem me iluminar
pelo ar compõe a minha alma me faz continuar
continuar nesse caminho sem eira nem sentido, caminhar.
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