As vezes me lembro de dias tranquilos
de um passado, o qual, muito bem eu vivi
do tempo em que compridos eram meus cabelos
assim como o meu desejo e curiosidade, chave,
de portas, sendo abertos, não importa
o quão profunda fosse, seria ela aberta
muita viagem longa, sem mesmo sair do lugar
muitos amigos loucos com sua presença ainda a nos brindar
há alguns outros, inesquecíveis, em outros planos
talvez, esperando um encontro no próximo bar
saudosa memória, que os olhos molham ao passar os anos
também me lembro de tempos intranquilos
daquilo que a cada suspiro a memória teima em não esquecer
de cores, sons e cheiros, que ainda hoje arrepiam os pelos
que faz o coração acelerar e estremecer
um turbilhão de ideias em confusão e foscas
como que assim vagando numa paranoia louca
que pouco a pouco, de você e de tudo te faz esquecer
e por mãos de amor, fraternidade e entendimento,
memórias obscuras foram naturalmente clareando
se refazendo, voltando ao lugar o sentimento
e assim de algo demolido, fui eu me reconstruindo
Inspirado em cada mão amiga do caminho
calejado pelos buracos profundos e pelas trombadas
sigo eu, mas nunca mais segui sozinho
Além de minha mãe, meu velho pai
cada amigo, que em presença ou lembrança não se vai
tenho também cá comigo, um anjo e nosso amor como abrigo.
Espaço pra quem quer postar textos que ampliem e libertem de dentro pra fora os seres
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quarta-feira, 21 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
Eu e a poesia
Fecho os olhos, abro a alma
levanto voo, me invade a calma
o tempo não existe mais
eu vou pra longe demais
de qualquer razão ou teoria
os dedos em plena alegria
a tristeza pondo-se a relatar
e do espirito o mundo como altar
expiro então uma rima vadia
que some hoje, volta um dia
hora tranquila, outra, arredia
de um que chorava, outro sorria
da moça bonita, ou a nuvem fria
em coito de eterno fruto, eu e a poesia.
levanto voo, me invade a calma
o tempo não existe mais
eu vou pra longe demais
de qualquer razão ou teoria
os dedos em plena alegria
a tristeza pondo-se a relatar
e do espirito o mundo como altar
expiro então uma rima vadia
que some hoje, volta um dia
hora tranquila, outra, arredia
de um que chorava, outro sorria
da moça bonita, ou a nuvem fria
em coito de eterno fruto, eu e a poesia.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Complemento
De toda certeza sou eu a contradição
de toda paixão sou a razão
da sanidade sou eu a loucura
do dia claro sou eu a noite escura
do meu peito, é você o coração
é então o sim do meu não
do meu caos é a tranquilidade
calma do campo em minha cidade
a paz que sem pedir invade
o sonho presente em minha realidade
é então a ideia do meu pensamento
a parte singular de cada momento
da estagnação meu movimento
das revelações é o meu segredo.
de toda paixão sou a razão
da sanidade sou eu a loucura
do dia claro sou eu a noite escura
do meu peito, é você o coração
é então o sim do meu não
do meu caos é a tranquilidade
calma do campo em minha cidade
a paz que sem pedir invade
o sonho presente em minha realidade
é então a ideia do meu pensamento
a parte singular de cada momento
da estagnação meu movimento
das revelações é o meu segredo.
terça-feira, 1 de abril de 2014
Golpe
À aqueles parados fumando na esquina
aos que falaram das flores
os que provaram destes cálices
a todos que ficaram em cana
Para os amores que só restaram as dores
aos ossos ainda em vala desconhecida
as mulheres violentamente violadas
aos desaparecidos contestadores
Às mentes torturadas para sempre afetadas
as crianças para sempre abandonadas
em memória e vergonha de todos os horrores
para que não esqueçamo-nos dos ditadores
hoje sem sua farda e suas flores
continuam no planalto furtivos feito ratos
escondidos, bandidos, em diferentes cores
ainda mancham o presente com o sangue de seus rastros
terça-feira, 25 de março de 2014
Entre os pensamentos
Na velocidade da luz do pensamento
eu me acho me perdendo
pela luz que atravessa o olho torto
eu enxergo me cegando
de escuridão vou me iluminando
e de longe eu estou perto
de sanidade vou me entorpecendo
e assim parado eu salto
e mesmo calando solto um grito
asfixiado ainda assim respirando
estando preso ao mesmo tempo solto
sempre indo e voltando
na calmaria ou em mar revolto
leve feito uma pluma e o pensamento pesando.
eu me acho me perdendo
pela luz que atravessa o olho torto
eu enxergo me cegando
de escuridão vou me iluminando
e de longe eu estou perto
de sanidade vou me entorpecendo
e assim parado eu salto
e mesmo calando solto um grito
asfixiado ainda assim respirando
estando preso ao mesmo tempo solto
sempre indo e voltando
na calmaria ou em mar revolto
leve feito uma pluma e o pensamento pesando.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Distraída disconfiança
Se poem em marcha
uma conhecida causa
não como tragédia mas farsa rasa
em uma velha e distorcida faixa
não se encaixa, uma falácia
envolvendo um deus, propriedade, família
expoente, latente de uma ânsia
por executar verdades, eliminando a quilha
tornando as superfícies planas
não há espaço para arestas
as opções são apenas estas
prefiro eu as curvas as estradas retas
metamorfoses às constâncias aparentes e pequenas
escolhas próprias distraídas vivências mesmo que a duras penas.
uma conhecida causa
não como tragédia mas farsa rasa
em uma velha e distorcida faixa
não se encaixa, uma falácia
envolvendo um deus, propriedade, família
expoente, latente de uma ânsia
por executar verdades, eliminando a quilha
tornando as superfícies planas
não há espaço para arestas
as opções são apenas estas
prefiro eu as curvas as estradas retas
metamorfoses às constâncias aparentes e pequenas
escolhas próprias distraídas vivências mesmo que a duras penas.
À mulher
Eu acordei e não sabia
que era esse o seu dia
e assim sem muito entender
o dia ou mesmo a mulher
ou o amor assim confuso
por suas belezas eu rezo
e em cada linha do meu verso
conto e componho o universo
o certo e o inverso eu queira
se em parte ou mesmo inteira
é então minha companheira
lua do meu céu de prata
jequitibá da minha mata
sonho real que eu não quero despertá.
que era esse o seu dia
e assim sem muito entender
o dia ou mesmo a mulher
ou o amor assim confuso
por suas belezas eu rezo
e em cada linha do meu verso
conto e componho o universo
o certo e o inverso eu queira
se em parte ou mesmo inteira
é então minha companheira
lua do meu céu de prata
jequitibá da minha mata
sonho real que eu não quero despertá.
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