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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Soneto de explicação.

O mundo espera, e impõe respostas
as quais a dar as pessoas não estão dispostas
te jogam toda uma suposição
que mais se assemelha com imposição

Como se você tivesse obrigação
de responder queira você ou não
te pressionam te exigem disposição
respostas que já há dentro delas de antemão

Livre-se das concretudes
pois caso contrario apenas se ilude
e torna o outro como quem te ilude

Pare de procurar culpados
pois caso contrário ficarão todos calados
pois sentimentos e corações são belos e delicados.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Soneto de Sofrimento

Hoje eu estou cinza,
e não pela bela mistura do alvinegro
Corinthiano, mas permeado pela tristeza
que nem com as belezas das paisagens me alegro

Do riso que me falta, da palavra que se cala
entre os risos e lágrimas que se intercala
de fendas abertas no peito que sangram,
de bonitas lembranças que estancam

De memórias dolorosas vividas
de oportunidades que viu-se perdidas
e belas ideias, de dentro suprimidas

Mas de um futuro que se promete promissor
De uma vida que deve ser vivida com amor
Que enfim suprimirá a duras penas toda dor.

sábado, 29 de outubro de 2011

Nebulosa

Noite nebulosa cheia de dentes
que afiados cerram-se para me pegar
com toda essa paixão, louca ardente
e depois vem com o preço a se pagar

Dentes cheios de sorrisos criados falsamente
maliciosos, cheios de impulso inconsequente
Delinquente com ar de insolente, sem por que galgar
fica assim pálido, preso a um único hangar

Preso a uma única paixão, até ciente
de que o resto todo em sua vida se encontre ausente
são mentiras que ao esquecimento está fadada, fugas
melancólicas, sensação nebulosa de vidas amargas.

Eu´s

Se o meu corpo é minha casa
tenho eu que cuidar dessa casca
que de mal tratada falha
voa velada pelo vento, como a folha

Defendendo-se através de vertigens
de pavor e virtudes dignos de virgens
que ao se deparar com luxuriosa perversão
desse perverso mundo de que são,

Maltratada casca recheada de ilusão
bem, mal, dessa paradoxal paixão
que remete a vida introvertida,
de efemeridades, que pura e simplesmente é regida

Régia forma patética de existir
que em momentos friamente nos pautamos no devir
de algo que se quer aconteceu
sendo eu, tão degenerado quanto Prometeu.

Mente

Perdido pelos caminhos, desvios
tomado pelos ventos e seus assovios
confuso, tomado pelos sons
que não se entende, esquecendo-se os dons

Que transforma imagens em sons
e para, não se metamorfoseiam em palavras
não se transfigurando em diferentes  linguagens
se limitando ao nada, como terra que não se lavra

Estéril mente pelo real abafada
lacerada que pela realidade é destroçada
alçada aos cães para que dela nada sobre
e dela sobrou apenas partes rasgadas de idéias pobres.

sábado, 10 de setembro de 2011

Vinte e Cinco

Hoje meio que atordoado fiquei pensando em círculo
Nervoso, agitado, beirando ao ponto ridículo
Mas estes,  vão me cobrir como o barracão é pelo zinco
Perplexo, quão complexo que são meus vinte e cinco

Poético, senão cético com atos patéticos
Pensares e dizeres que se reinventam em tons épicos
Trágicos, assim como, também uma comédia
que com as banalidades das formalidades se entedia

E cada dia que passa ou passou, forjou com prazer e dor
Amor, e tantas outras formas humanas de sentir da vida o ardor
Poque é o que faz-nos sentir vivos capazes seja do que for
Nos movendo pela face dessa terra convivendo com a tranquilidade e o temor.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Impressões

Se somos a soma do que nos falta ou nos basta
Se sendo também assim uma ordem acatada
Sigo eu sozinho, tropeço pelo caminho não sendo nada
Numa sinuosa e fugaz fuga de toda a medida exata,

Desgastadas são absolutas certezas dos bares ou das igrejas,
e as irrevogáveis verdades que todos os dias são ditas a mesa
para que compartilhes com o mundo e que no seu rumo estejas
para que em teu coração e tua alma cries toda uma frieza

Que te petrifica te limitando ao que é pelas ondas transmitido
Sobre tanta coisa, sobre isso ou aquilo, e que se deve ser, iludido
Trancado no seu quarto, de paredes repletas de respostas sólidas
Que ignoram que não toleram, diferenças muitas vezes nítidas.

Logo sigo eu pelas guias, pelas ruas, pelos desvios estreitos
recuso-me a trocar janelas por grades ou camas por leitos
por entre os que se acham loucos, doutores, mendigos ou bêbados,
por entre minhas dores, e me fortalecendo no entendimento dos meus medos.