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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Uma voz que não se rende

Assim como uma praga
que pela boca se propaga
e o racista se destaca
e voraz seu veneno ataca

ele se esconde, ou, mostra cara
não importa sua tara
e o diferente, indiferente não tolera
e quando pode seu preconceito reitera

ele ofende ferozmente, não entende,
a diferença, ele quer eliminar
mas de repente, uma voz que não se rende

e se junta a outras tantas a se indignar
contra essa doença a tanto tempo a se espalhar
como herança de uma sociedade que se pois a escravizar.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A luz do luar

A luz do luar
ou simplesmente Raul
sempre o muro a pular
e em guerra com Zeul

um carpinteiro do universo
fumando o cigarro do sucesso
e que também vai reclamar
na pista não vai parar

e quando acaba ele é o maluco
que vai ficar com certeza
movido a álcool e com a poesia

pois há tantos caminhos
vivendo a loucura em meio a guerra dura
e dentro de si a sociedade alternativa e a nova era.

domingo, 10 de agosto de 2014

Meu pai

Meu pai, eu num tenho muito o que dizer,
tudo o que pensar, ou mesmo fizer
não vai mesmo assim traduzir
o amor, que simples palavras podem reduzir

em simples frases um sentimento
que se demonstra como alimento
da construção e reconstrução
que nunca acaba e a emoção

emana assim do coração que fala
o que a voz por si, as vezes, cala
e assim pelos cantos espalha

e assim simples como uma casa de palha
e gostoso como a comida feita a lenha
é como sonho que junto se sonha.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Sonho de Dois Mil e Oito.

Hoje eu acordei em dois mil e oito
andando pelo calçadão da UEL tão bela
fui assim comer um veneno logo as oito
passei por Bitelo, Deley e Andrea, sentei e olhei a janela

Nos encontramos depois na capela
passa pra cá, passa pra lá, só ideia que rola
o tempo, o pensamento, a história, não importa
o tema circula em constante variação, toda torta


No R.U. encontrei Matheuzinho, Valada e Thiagão
sentados no gramado com Gilsão, Camila e Sidão
rindo e esperando, ai foi quando chegaram Lester e Tulião

E assim num sobressalto me vi acordado
procurando zonzo, suando e assustado
olhei de lado e me dei conta que era apenas mais um sonho do passado.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

País do futebol

E assim me peguei sonhando
no campo lá do fundo
dos "prédinhos" da minha infância
como todos por ai, com dor e delícia

onde a falta da camisa é a identificação
onde a falta de chuteira é suprida pela imaginação
a bola não rola redonda
e a dificuldade do domínio aprimora a matada

onde ao correr dos dias os talentos nascem
e pelas ruas desorientados crescem
e a maioria deles perecem

a burocracia financeira domina
empresários e uma força física obscena
o vil metal e o desejo predomina

quando foi que trocamos?
Duas pernas tortas imprevisíveis
a força e lucros "imprescindíveis"
quando é que optamos?

Por um chutão longo e forte,
à um calcanhar desconcertante
e tocar de lado simples e seco
á partir pra cima e tentar o elástico

resumindo o futebol ao lado prático
matando todo místico e mágico
deixando assim sonhos opacos

reflexões e mudar é necessidade que se faz latente
desde indivíduos em si internamente
pra que vidas, existências e futebol se façam diferentes.


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Morte

Algo para o qual basta estar vivo
todo e qualquer pode ser alvo
faz ou não seu doloroso alarde
alguém que parte outro que perde

se por um acaso, desastre
uma doença triste, entre,
um ou outro passo, um tropeço
um fim, um meio ou um começo

inevitável destino a ser aceito
tal como o vazio no fundo do peito
que as vezes nem o tempo da jeito

mas se for pra chorar, faz-se aqui assim
com papel, caneta e poesia sim
a tinta são as lagrimas que a caneta derrama por mim.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Tropeço poético

Andando por aí,
tropecei numa poesia
distraído quase caí,
de uma nuvem fria

montado em uma ideia
a galope então saí
pensando no que faria
no que foi ou ainda vai

rabisco a feia caligrafia
uma rima que se esvai
de algo que se dizia

que eu já nem me lembro mais
perdida pelos labirintos da memória
que tinha um pouco de guerra outro tanto de paz.