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domingo, 4 de dezembro de 2011

Dr. Sócrates.

Sócrates, "pensandor" este doutor,
que a bola muito bem sabia tratar,
e a cerca do ser humano refletir 
mostrando, lutando fazendo seu pensamento fluir

Da democracia corintiana foi o mentor
montar um pensamento, uma ideologia ajudou
E como jogava bola esse Doutor 
ele e seu calcanhar matador

Então ele eu imagino, com sua cerveja
pra outro plano partindo, alvinegro de emoção
criticando e sorrindo, o nosso Coringão
esperando que este seja enfim penta-campeão!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CORINTHIANS

Se me perguntam o que é este CORINTHIANS?
Respondo, são sonhos, são amores que se partem
pelos corações de mais de 30 milhões
de loucos que bradam, flamejam e de suas vidas dispõem.

em nome desta paixão inexplicável, seja insana
ou saudável, da mansão ou cabana
é algo que simplesmente emana do peito sofrido,
pois este Corinthians é a cara de um povo ressentido,

Que luta, que não desiste, que acredita
que tira forças de si para, que vibra até o último segundo,
e segue clamando: VAI CORINTHIANS.

Do peito desses sofredores, fieis torcedores,
em suas veias correm algo diferente: Lembra de Luizinho, Rivelino e Basílio,
do grande Marcelinho, e trás e em seu coração o eterno Corinthians, o meu TIMÃO!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Soneto de explicação.

O mundo espera, e impõe respostas
as quais a dar as pessoas não estão dispostas
te jogam toda uma suposição
que mais se assemelha com imposição

Como se você tivesse obrigação
de responder queira você ou não
te pressionam te exigem disposição
respostas que já há dentro delas de antemão

Livre-se das concretudes
pois caso contrario apenas se ilude
e torna o outro como quem te ilude

Pare de procurar culpados
pois caso contrário ficarão todos calados
pois sentimentos e corações são belos e delicados.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Soneto de Sofrimento

Hoje eu estou cinza,
e não pela bela mistura do alvinegro
Corinthiano, mas permeado pela tristeza
que nem com as belezas das paisagens me alegro

Do riso que me falta, da palavra que se cala
entre os risos e lágrimas que se intercala
de fendas abertas no peito que sangram,
de bonitas lembranças que estancam

De memórias dolorosas vividas
de oportunidades que viu-se perdidas
e belas ideias, de dentro suprimidas

Mas de um futuro que se promete promissor
De uma vida que deve ser vivida com amor
Que enfim suprimirá a duras penas toda dor.

sábado, 29 de outubro de 2011

Nebulosa

Noite nebulosa cheia de dentes
que afiados cerram-se para me pegar
com toda essa paixão, louca ardente
e depois vem com o preço a se pagar

Dentes cheios de sorrisos criados falsamente
maliciosos, cheios de impulso inconsequente
Delinquente com ar de insolente, sem por que galgar
fica assim pálido, preso a um único hangar

Preso a uma única paixão, até ciente
de que o resto todo em sua vida se encontre ausente
são mentiras que ao esquecimento está fadada, fugas
melancólicas, sensação nebulosa de vidas amargas.

Eu´s

Se o meu corpo é minha casa
tenho eu que cuidar dessa casca
que de mal tratada falha
voa velada pelo vento, como a folha

Defendendo-se através de vertigens
de pavor e virtudes dignos de virgens
que ao se deparar com luxuriosa perversão
desse perverso mundo de que são,

Maltratada casca recheada de ilusão
bem, mal, dessa paradoxal paixão
que remete a vida introvertida,
de efemeridades, que pura e simplesmente é regida

Régia forma patética de existir
que em momentos friamente nos pautamos no devir
de algo que se quer aconteceu
sendo eu, tão degenerado quanto Prometeu.

Mente

Perdido pelos caminhos, desvios
tomado pelos ventos e seus assovios
confuso, tomado pelos sons
que não se entende, esquecendo-se os dons

Que transforma imagens em sons
e para, não se metamorfoseiam em palavras
não se transfigurando em diferentes  linguagens
se limitando ao nada, como terra que não se lavra

Estéril mente pelo real abafada
lacerada que pela realidade é destroçada
alçada aos cães para que dela nada sobre
e dela sobrou apenas partes rasgadas de idéias pobres.