Total de visualizações de página

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Verdades

Faltou um pouco de ciência
em meio a toda delinquência
escolar, artística, um pouco de teoria
que discorre sobre a miséria

tanto financeira, quanto espiritual
sendo, as vezes, intelectual
pesando os ombros, colocando todos como igual
procurando objetivo, mas qual?

a minha verdade ou outra qualquer
banal como toda imposição
requer, sem um coração se quer

entre a antena e a conexão
na cabeça nenhuma questão,
apenas como um satélite de pura captação.

Nada sei

Eu não sei de nada
e assim não sabendo
sigo eu correndo
de Punta del este a Bagdá

Na avenida Paulista
ou nas ruas do norte do Paraná
o mistério do planeta
na fumaça ou no copo de cana

no erro, no engano vendo a beleza
e o livro de poesia trancado na gaveta
jogando-o na sarjeta

lendo, praguejando em reza
e as palavras nas ruas com suas pernas
serena, interna te pega com sua presa.

Olho vivo

Sexta-feira eu estou sentado
com a cabeça virada pra baixo
sensato, pirado, no diabo eu to virado
não sou peça de engrenagem eu não me encaixo

no máximo transo de rato
com o cheiro do cavalo
pra passar a noite na cocheira e não incomoda-lo
no esquema morro ou mato

não corro, nem caio nesse conto do vigário
tenho meu salário, mas vivo de sonhar
olho vivo na virada eu não pago de otário

sabendo que viver é necessário
coisa perigosa de se experienciar
pro tolo e pro sábio seja o avesso seja o contrário.

Aparências

Põe a ideia na mente
faz a ação com a mão
e assim meio de repente
e feito racional sensação

viajando em pensamento
de um firmamento cinza
entre gramados e asfaltos
enquanto um blasfema outro reza

alguém se esconde outro sobe na mesa
e um saber que não sabe
de uma leveza que pesa

a pura dureza da suavidade
a guerra que da paz evade
na tranquila paranoia que invade.

Conclamação

Dei um tempo de poesia
deixei de lado, por ai viajei
vi o rio e a cachoeira que sorria
na estrada de terra trabalhava o sol rei

sua boca me provém o beijo
sem você eu não me vejo
seu sorriso é o meu desejo
contigo eu penso e ajo

não é que da poesia eu me desfiz
é que que ando assim tão feliz
como nunca vi ou senti antes

e eu me volto ao ver pra te conclamar
a primeira dama do meu verso
quebrado, nada reto nas cujo verbo é amar.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Ei você....

Ei você que vota no psdb
que troca todo ano de carro, apartamento e TV
ei você que fala que está tudo errado
e sai falando no seu Iphone importado
ei você que fala sobre corrupção
e sai furando fila e pratica sonegação
ei você que não aceita essas bolsas não
mas que o financiamento público custeia
seu comércio, seu gado e a sua plantação
ei você que fala em ditadura comunista do pt
leia se informe basta alguns conceitos estudar
como por exemplo justiça social, reforma agrária caso se importar
e assim talvez possa se transformar
essa sua velha opinião formada
pela revista veja e aquilo que a rede globo põe no ar

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Vinte e Oito

Desde que me lembro, era tudo torto
começando dos meus olhos atrás das lentes
ai então foram meus dentes
tudo era disforme se visto de perto

desde sempre assim inquieto
sempre falando, o silêncio quebrando
um chorão vira e mexe chorando
uma tristeza, uma partida desse jeito

e que entre um pensamento e outro
historiando, foi fincando meio doido
raulseixista, quixotesco e roto

assim com calma e meio afoito
ao mesmo tempo com razão e muito louco
de repente vinte e oito.